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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

VIDA QUE COMEÇA AOS 40


Muitas mulheres esperam por um momento de maior estabilidade financeira e no relacionamento para ter o primeiro filho. Se, por um lado, essa postura ajuda a fazer com que a criança encontre melhores condições para seu desenvolvimento, por outro, aguardar demais pode trazer complicações. Engravidar na faixa dos 40 anos, além de ser mais difícil, envolve riscos extras à saúde da mãe e do bebê.Por esses motivos, o planejamento familiar desempenha um papel importante na hora de programar a geração de uma nova vida, explica o ginecologista Carlos Petta, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).
“Uma gravidez tardia envolve mais riscos, inclusive de infertilidade, além de estar mais associada a diabetes, hipertensão e outros problemas circulatórios”, afirma. Com o passar dos anos, aumenta também a possibilidade de abortamento e de nascimentos prematuros, completa.

Para o Dr. Petta, a principal causa dessa maior vulnerabilidade é o envelhecimento natural do aparelho reprodutor feminino , que faz com que a mulher fique exposta a fatores que podem comprometer a fertilidade, como inflamação nas trompas, aparecimento de miomas ou endometriose.

Além disso, uma mulher, quando começa a menstruar, possui 400 mil óvulos em geral. Aos 40 anos, esse número cai para aproximadamente 20 mil.

“Mas não é só a quantidade dos gametas femininos que diminui com o tempo. A qualidade também. Isso pode fazer com que a criança tenha problemas de má formação, por exemplo”, revela o especialista, que também é professor de Ginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Mas se está comprovado que ter filhos em idades mais avançadas envolve maiores riscos, o que explicaria o fato de as mulheres de hoje continuarem a postergar a gravidez? Os principais motivos, ainda de acordo com o Dr. Petta, são a dedicação aos estudos ou ao trabalho.

Cuidados especiais

A melhor receita para a mulher minimizar todos esses riscos é realizar um acompanhamento especial durante os nove meses de gestação. Entre as medidas recomendadas estão um pré-natal mais rigoroso, que envolve uma avaliação fetal mais precisa e um estudo genético do bebê.
Também é fundamental que as mulheres que planejam gestações tardias procurem o médico antes de engravidar. Isso vai possibilitar que uma boa avaliação clínica seja realizada, com exames preventivos para detecção de diabetes, doenças cardiovasculares e câncer de mama.
“São muitas as causas que levam à infertilidade nessa fase da vida. As injeções anticoncepcionais, por exemplo, podem atrasar o retorno da fertilidade em vários meses. Por isso, é preciso primeiro avaliar para depois adotar métodos adequados, que vão desde a indução da ovulação a cirurgias e fertilização in vitro”, conclui o especialista.





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